Norah Jones troca o piano pela guitarra em seu quarto álbum The Fall. Alguns creditam a mudança ao produtor Jacquire King, famoso por trabalhar com bandas de indie-rock. Apesar disso, o som da cantora continua soando pop com uma pegada jazzística.
Parece que está na moda fazer discos que reflitam o estado dos artistas depois de dolorosas separações. Nesse caso, Norah Jones desabafa a separação do baixista Lee Alexander, com quem trabalhou desde o primeiro álbum Come Away With Me (2002). Apesar de nem todas as canções falarem de coração partido, as que chamam mais atenção trilham por esse caminho, como a faixa “Back to Manhattan”, onde a cantora relata a experiência de sair da casa onde viveu com o ex-namorado. Outras que seguem por esse caminho são as bacanas “I Wouldn't Need You” e “You've Ruined Me”.

“Chasing Pirates”, canção que abre o disco, reflete bem as mudanças que a artista acolheu para a nova fase da carreira. Depois disco o álbum segue com as boas “Even Tough”, “Young Blood” e “Stuck”. O disco termina com “Man of the Hour”, um jazz divertido que mostra que Norah Jones substituiu o ex por um cachorro. Nesse caso, o novo companheiro é mais fácil de lidar do que o anterior. “Eu sei quevocênunca vai mefazerchorar / Vocênão discuti / Vocênemfala”.
Norah Jones mostra que acertou nas mudanças e que dá pra falar do fim de um relacionamento sem demasiada melancolia e sem perder o otimismo. The Fall não é tão comercial como os outros discos da cantora, mas mostra uma artista que aos 30 anos atingi maturidade respeitável.
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