Alegrai-vos, ó fãs do Heavy Metal, o Slayer volta arrasador em “Word Painted Blood”, o segundo disco desde o retorno do baterista Dave Lombardo. Os riffs e solos nervosos de King e Hanneman na faixa que abre e empresta o nome ao disco dão o clima do que vem a seguir.
Com uma leve pegada que lembra o punk dos Misfitis (depois de um curso intensivo com o capeta), o novo álbum fala sobre morte e religião, temas constantemente abordados pelo grupo. A palhetada alternada, os solos com alavancas e a bateria incessante de Lombardo vão deixar os fãs alucinados.

Destaque para a letra forte de “Snuff”; para “Playing With Dolls”, ‘balada’ que mistura o melhor de Slypknot e System of a Down para contar de uma pessoa cheia de dor, medos e incertezas; para as dobras de guitarra de “Psychopathy Red” e para a velocidade e técnica empregada em “Hate Worldwide” e “Not of This God”, última faixa do disco.
Antes de ouvir “Word Painted Blood”, faça exercícios para o pescoço só para garantir que ele continuará no lugar depois de girar tantas vezes ao som do quarteto. Impressionante como depois de tanto tempo de estrada, a banda consegue ser fiel ao som original sem perder a relevância.
|