O Stereophonics nasceu no Reino Unido em 1992 e em menos de 10 anos já era uma das principais referências do britpop. Suas letras maduras e intimistas conjugam com instrumental simples e melodias que ficam na cabeça. No final do ano passado a banda lança “Keep Calm And Carry On” e mostra que não alcançou o sucesso por acaso.
O disco abre com a animada “Shes’s Alright” que lembra bastante a canção “She’s a Genius”, dos australianos do Jet. Depois segue com a dançante “Innocent”, que já ganhou videoclipe.
Sintetizadores e bateria eletrônica comandam a faixa “Beerbottle”. Como é de costume nas canções do Stereophonics, a letra ilustra uma pequena história. Nesse caso, a água toma a casa de uma família e destrói suas lembranças, os pais bêbados e inertes só conseguem dizer para o filho não se preocupar, seguir em frente, pois o que está feito, está feto.

“Trouble” é uma das músicas mais interessantes e animadas do álbum. Instrumental agitado e linhas vocais ligeiras. Fica difícil escutar sem se mexer. “Could You Be the One?”, a primeira balada do disco, mostra a qualidade de Kelly Jones como compositor e sua facilidade na hora de criar melodias.
O álbum não fica parado por muito tempo, “I Got Your Number” fala sobre uma garota que se acha muito especial, mas que vive por suas mentiras e é incapaz de ver quem realmente é através do espelho. “Live 'n' Love”, começa com um riff que poderia ter saído da guitarra do The Edge, do U2. A música cresce e melhora a partir do refrão.
“100mph” é a balada mais bonita do disco, também é a música com a melhor letra. Fala sobre uma geração incapaz de ver as belezas do mundo, que vive a 100 milhas por hora atormentada por demônios. O melhor do disco, porém, está perto do final, a faixa “Stuck in a Rut”, com uma leve levada bluesy é a minha preferida.
“Keep Calm And Carry On” pode até não ser o melhor disco do Stereophonics, mas é bom pra caramba.
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