Do Wolfmother do primeiro disco só restou o guitarrista/vocalista Andrew Stockdale, mas o som continua o mesmo: um rock clássico que remete ao som de Black Sabbath e Led Zeppelin. Inclusive, no segundo disco, Stockdale soa ainda mais parecido com Robert Plant. Em Cosmic Egg, a banda australiana foi produzida pelo experiente Alan Moulder e o resultado foi mais um disco de impor respeito.
O álbum soa como se tivesse sido produzido há uns 40 anos. “Califórnia Queen” abre o disco com velocidade e sujeira. Em seguida, a acelerada “New Moon Rising” mostra que o quarteto, apesar de tocar a pouco tempo, já está afinado.

“Sundial” tem uma introdução que remete vagamente ao sensacional clássico N.I.B., mas a semelhança acaba na introdução, depois disso um riff guia a música cantada com energia. Na balada “In The Morning” o peso é quebrado
Na faixa título o riff inicial tem uma pegada ZZ Top e a canção segue com clima setecentista. A canção “Pilgrim” flerta um pouco com o punk . “In the Castle” começa morna e ganha vida perto da metade. Para fechar o disco vem “Violence of the Sun”, onde Stockdale encarna Ozzy Osbourne.
O fato de Cosmic Egg soar exatamente como o disco de estreia não incomoda pela qualidade do som do quarteto, mas o impacto já não é mais o mesmo. Ainda prefiro ir direto a fonte e ouvir os clássicos do Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple.
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