Em seu novo trabalho, a inglesa Joscelyn Eve Stoker, também conhecida como Joss Stone, volta a arrancar elogios e suspiros em Colour Me Free. Desde que surpreendeu o cenário musical em 2003 com o álbum Soul Sessions, a cantora não havia acertado tanto quanto no atual trabalho.
A cantora mostra que o soul e o R&B pulsam em suas veias. A voz grave e as levadas funk das canções são o carro chefe do quarto disco da carreira, talvez o mais autoral. Stone compôs e produziu a maioria das faixas.
Em “Free Me”, a divertida faixa que abre o disco, os riffs de guitarra são acompanhados do vocal aveludado de arrancar arrepios de Stone. E já tem gente dizendo que a letra faz referencia a critica musical (Não venha medizerquenão vou, eu irei / Não venha me dizer que eu não sou, eu sou / Não venha me dizer que os meus planos não passam disso).

Na seqüência vem “Could Have Been You”, onde Joss canta a decepção com a covardia da pessoa amada. Na canção “Parallel Lines”, o guitarrista Jeff Beck empresta seu talento e dá um clima todo especial para a faixa. Uma das mais bacanas do disco.
“4 and 20” tem uma levada saudosista, com pianos, baixo e sopros dignos dos grandes grupos de jazz. O cantor e compositor Raphael Saadiq é o convidado da vez em “Big 'Ol Game”, Joss quase sussurra para dizer que não aceitaria ser a número dois e que quer entrar para o time principal.
O álbum muda de clima na canção “Governmentalist”, que contou com a participação do rapper Nas. Mas a melhor parte ficou mesmo para o final com as sensacionais “Incredible”, “You Got the Love” e “I Believe It to My Soul”. “Colour Me Free” é indispensável pra quem gosta de boa música.
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