Desde os tempos no Frank Zappa, Steve Vai chamava atenção pela ousadia e técnica apurada. A cada nova experiência (Alcatrazz, David Lee Roth, Whitesnake...) o talento do guitarrista era lapidado. A verdade é que Vai se tornou um verdadeiro monstro. Cultuado pela crítica e por todo garoto que sonha em um dia poder tocar guitarra de verdade (executar as musiquinhas do Nx Zero não conta).
A exemplo do novo filme de Spike Jonze, o álbum duplo de Steve Vai recebeu o nome de Where The Wild Things Are. Ele é o registro de um show realizado em Minneapolis. Dá preguiça só de pensar nas incansáveis horas de ensaio da banda que acompanha o guitarrista. A bateria ficou nas mães (e punhos) de Jeremy Colson, as guitarras de apoio foram tocadas por Dave Weiner e Zack Wiesinger, Alex DePue e Ann Marie Calhoun tocaram os violinos e Bryan Beller deu conta do baixo.

Não dá para cansar de ouvir as reinvenções de Vai para a canção “Tender Surrender”, talvez a maior homenagem já feita ao guitarrista Jimi Hendrix. A faixa “Freak Show Excess” lembra um pouco a viagem progressiva do Dream Theater. Um vocal tímido aparece em “Fire Wall” e “All About Eve”, quebrando a descarga de notas das músicas instrumentais.
O disco 2 começa quente com a clássica “The Audience is Listening”, e ainda conta com as desconcertantes “Juice”, “Liberty” e “Answers”. Para fechar a obra, a sensacional “For The Love Of God”, temida por 11 entre 10 guitarristas.
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