O livro A Juventude vai ao Cinema, organizado por Inês Assunção de Castro Teixeira, José de Sousa Miguel Lopes e Juarez Dayrell, tem a proposta de retratar a representação da juventude na sétima arte, levando-se em conta as diferentes linhas, épocas e nacionalidades de produções cinematográficas de cineastas como Luis Buñel (México), Bernardo Bertolucci (Itália), Leonel Vilela (Portugal), Walter Sales e Helvécio Ratton (os dois últimos, brasileiros). Na montagem do livro, foram contempladas as várias juventudes, levando-se em conta a complexidade e a heterogeneidade humana, ainda mais nesta fase cheia de descobertas, ideologias e construções de identidade.
“A coletânea contém vários olhares e sensibilidades, diversas questões e reflexões de grandes diretores do cinema mundial, que buscaram observar, escutar, sentir, pensar, dialogar com as juventudes, tentando compreendê-las, dar-lhes visibilidade e registrá-las com suas câmeras”, afirmam os organizadores. O livro contempla as inquietações, as indignações e as esperanças que moveram gerações de jovens em várias partes do mundo não só em produções que retratem os idos de 1968, como filmes sobre juventude em geral.
O diálogo com a prática educativa faz-se presente quando os autores propõem, com esta coletânea, melhor pensarmos e vivermos as relações entre a Educação e o Cinema, sobretudo aproximando-nos da juventude e das questões que a afligiram no decorrer dos tempos. As análises dos filmes são diversificadas e convidam o leitor a criar a sua própria compreensão sobre eles e sobre o tema trazido à tona. A sétima arte como forma de expressão e registro legítimo de formas de vida, de relacionamento e de posicionamento em relação a si, ao próximo e ao mundo se estabelece aqui de forma elucidativa e atraente. Aqui estão juventudes do passado e do presente. E, também, pistas do que ela pode vir a ser no futuro.
(fonte: Autentica Editora)
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