O que esperar de um filme com um tigre, um bebê, um gângster chinês bizarro, um grupo de amigos em uma despedida de solteiros e o Mike Tayson? Boas risadas, no mínimo. Idiota, incorreto e engraçado são apenas alguns dos adjetivos para simplificar Se Beber, Não Case.
Quatro amigos se dirigem para Las Vegas (a cidade do pecado) às vésperas do casamento de Doug (Justin Bartah). Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis) acordam com uma ressaca terrível e descobrem que o noivo está desaparecido. A farra parece ter sido boa, o quarto fica uma bagunça, um bebê perdido é encontrado na sala e um tigre aparece no banheiro. Rola uma amnésia coletiva e o grupo parte em busca de pistas para descobrir o que aconteceu na noite anterior. Algumas cenas são impagáveis: todas as com o chinês gângster, a cena na capela, quando descobrem que Stu casou com uma stripper e, na cena do filme, Alan brinca com o bebezinho na mesa, aliás, todas as cenas com o Zach Galifianakis são sensacionais, demorou pra Hollywood descobrir esse cara.
O filme compensa a premissa batida (farra entre amigos na despedida de solteiro) com a abordagem criativa da ressaca do dia seguinte. Vários momentos constrangedores masculinos clássicos são explorados e o filme brinca até com o holocausto e o atentado terrorista de 11 de setembro.
Com Se Beber, Não Case, o diretor Todd Phillips (Escola de Idiotas) coloca, definitivamente, o seu pé no grupo dos grandes da comédia norte-americana. Até agora, o filme é de longe a melhor comédia de 2009.
E lembre-se, o que rola em Vegas, fica em Vegas.
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