Um Sonho Possível, filme em cartaz nos cinemas brasileiros, é uma adaptação do livro “The Blind Side: Evolution Of a Game”, de Michael Lewis, que conta a história real de um jovem sem perspectivas que é acolhido por uma família rica.

Todos os pertences de Michael Oher (Quinton Aaron) cabem em uma sacola de plástico. Fruto de um lar destruído, o garoto vê sua vida mudar quando consegue uma bolsa de estudos em um colégio particular por causa do seu talento com os esportes.

Negro, acima do peso e com dificuldade de aprendizado, Big Mike tenta se adaptar ao novo ambiente. Todos os traumas de sua infância parecem pesar em seus ombros, e o ator Quinton Aaron conseguir emprestar ao personagem o olhar mais triste do mundo.
E nesse ponto da vida do grandalhão que aparecem os Tuohy. Em um dia frio, a família encontra Big Mike caminhando sem rumo e resolve lhe dar abrigo. A empatia é instantânea e logo o garoto passa a fazer parte da família. Pela primeira vez em sua vida, Mike sente-se seguro e é incentivado explorar todo seu potencial.

Big Mike passa a encarar os desafios com confiança, e seu desenvolvimento não se limita como jogador de futebol americano, ele cresce como pessoa, passa a se enxergar como ser humano.
A atuação em Um Sonho Possível rendeu o Oscar de Melhor Atriz para Sandra Bullock, que interpretou a decoradora Leigh Anne, matriarca da família Tuohy. A personagem é a típica norte-americana de classe média alta.

O diretor John Lee Hancock não se aventurou e seguiu a fórmula de sucesso: esporte mais história de superação igual a final feliz. O filme só falha ao descartar o preconceito e não abordar os impactos da presença de Mike na nova família. Os irmãos aceitam o garoto com uma naturalidade incomum, sem desconfiança, ciúmes ou qualquer tipo de rejeição. Os Tuohy são a família perfeita, sem conflitos ou defeitos. Parece que o sonho americano não morreu.
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