Em um futuro próximo, os recursos naturais da Terra se esgotam. A esperança da humanidade está na descoberta do planeta Tanis, onde as condições atmosféricas permitem o desenvolvimento da vida. Uma grande nave apelidada de Elysium, uma espécie de Arca de Noé, é construída e sua tripulação tem a missão de perpetuar a vida no novo planeta.

O cabo Bower (Ben Foster) e seu superior Payton (Dennis Quaid) acordam dentro de uma cápsula onde hibernavam à espera de seu turno na condução da Elysium. O longo período desacordado faz com que os militares acordem desorientados e com as memórias embaralhadas. Sem poder se lembrar de sua missão, a dupla tenta desvendar os problemas com a nave e logo descobrem que a situação é bem mais caótica do que parecia a princípio.
O filme começa com um ritmo bom. A tensão psicológica e o terror a que as personagens são submetidas nos deixam ligados. O problema é quando a trama começa a se desenrolar e a história já não prende tanto a nossa atenção.

Louvável o que o diretor alemão Christian Alvart e sua equipe conseguiram construir apesar dos baixos recursos. Os sets e os efeitos visuais convencem e imprimem verdade à história. Bacana as invenções criadas para o filme, como uma membrana que protege o corpo durante a hibernação e o barbeador a laser que aparece logo nas sequências iniciais. Uma pena que Alvart ficou tão deslumbrado com a produção que se esqueceu que as vezes a simplicidade funciona melhor do que a ostentação.

Destaque para as atuações de Dennis Quaid e do ator Ben Foster, que costuma roubar a atenção em todas as produções que participa. Pandorum não prima pela originalidade, mesmo assim é um dos filmes mais interessantes em cartaz. Fazia tempo que não víamos no cinema uma razoável ficção científica de suspense.

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