
King é uma série policial do canal canadense Showcase. Ela gira em torno de Jessica King (Amy Price-Francis), uma detetive de homicídios que após passar alguns anos trabalhando atrás de uma mesa (como telefonista!), volta às cenas de crime para comandar a investigação de uma garota desaparecida. Jessica chega esbanjando estilo, tanto no visual quanto na personalidade, o que não a faz ser querida por todos logo de cara — sem problemas, ela não é do tipo que se importa com isso.
Jessica King chega de salto alto e botando ordem na “casa”, criticando o trabalho da sua nova equipe por não ter nenhuma prova material até o momento. Mas ela faz isso de uma forma tão bem humorada e sarcástica, que acaba sendo um personagem carismático, ideal para guiar uma série deste tipo. Podendo ser facilmente tachada de arrogante, no fim das contas Jessica só quer fazer seu trabalho direito. O “ticket” de volta ao departamento de homicídios de Toronto veio quando o novo Chefe de Polícia assumiu o cargo. O chefe anterior tinha sido o responsável por enviar Jessica para o “call center” depois de uns problemas de insubordinação por parte dela. Tá vendo, ela não é fácil…
Se no ambiente de trabalho Jessica King é uma pessoa difícil, na vida pessoal também. Ela já está no seu terceiro casamento, e o marido da vez, o detetive Daniel Sless (Gabriel Hogan), precisa ser muito paciente com ela — que está sempre atrasada e deixando o marido “garotão” na mão! Jessica e Daniel estão tentando ficar “grávidos”, mas com essa mudança na vida profissional de Jessica os planos pessoais provavelmente terão que mudar também. Apesar de querer ser mãe, Jessica já está numa idade ariscada (não tem quem diga), e uma gravidez poderia resultar em muitas complicações. Esse drama mostra o lado mais vulnerável da personagem, o que é serve para humanizá-la.
A série, que estreou no dia 17/04, foi criada e produzida por Bernard Zukerman (Love and Hate, Million Dollar Babies) e Greg Spottiswood (Shattered). Clark Johnson (The Wire, The Shield) dirigiu os dois primeiros episódios da temporada, que terá oito episódios no total.
Primeiras impressões…
Um dos destaques do primeiro episódio é a rixa entre Jessica e o detetive Derek Spears (Alan Van Sprang), que perde o posto de liderança da investigação do caso da garotinha sequestrada, quando perde a cabeça em frente às câmeras. Jessica também não pega leva com suas provocações, e até manda Derek “catar lixo” em busca de evidências materiais. Derek vira o jogo, volta ao topo e depois, quando foca no suspeito errado, é tirado do caso novamente. Jess demonstrou compaixão pelo detetive e o manteve na equipe. No fim, Derek ficou tão grato, que confundiu as coisas e quis demonstrar seus sentimentos de forma “inapropriada” à Jessica, recém-convidada para assumir o cargo de vez, bem na hora que seu marido estava se aproximando. O episódio termina com o esse clima estranho entre o trio!
O caso e sua solução não apresentaram nenhuma novidade, nada que já não tenhamos visto em outras séries de investigação policial. Mas ainda assim foi interessante de ser acompanhado devido os personagens principais… O segredo de séries do gênero é ter personagens que agradem o suficiente pra manter a atenção dos espectadores, e KING tem. Além disso, o ritmo acelerado das cenas e dos diálogos não deixa a trama “esfriar”, e o elenco competente também ajuda, claro. Gostei de KING e pretendo continuar acompanhando, embora dificilmente eu consiga manter uma série policial em dia por muito tempo… Quem gostar de séries procedurals, tá aí mais uma boa dica!
Esse texto foi originalmente publicado no nosso parceiro Caldeirão de Séries.











