
O novo desenho animado da Fox, criado por Loren Bouchard, conta a história de Bob Belcher, sua mulher Linda, e seus três filhos esquisitos: Tina, Gene e Louise. Os episódios se desenvolvem na hamburgueria que Bob e sua família tentam levar adiante, apesar dos inúmeros acidentes que fazem com que o lugar seja reinaugurado regularmente.
Ao contrário de outros desenhos da emissora, como Family Guy e American Dad, em nenhum momento Bob’s Burger se apóia em um mundo fantástico para fazer humor (como aliens travestidos ou bebês que querem dominar o mundo). A graça do desenho consiste justamente em seus personagens ordinários: Bob e sua família são pessoas comuns (bastante estranhas, claro), mas comuns. O humor na maioria das vezes é sem noção, com nomes inusitados para o hambúrguer do dia.
As situações trazidas nos primeiros episódios da série surgem de momentos normais, como a visita dos sogros de Bob a sua casa, e de momentos inusitados, como a fiscalização do restaurante por agentes de saúde, com a acusação de que os hamburgers do local eram feitos de carne humana. A série também deu uma zuadinha de leve no Brasil, no quarto episódio aparece um professor de capoeira que faz de tudo pra provar que não ensina uma dança, mas sim uma arte marcial extremamente letal.
Os traços dos desenhos são bastante originais, e as cores vivas contrastam com o humor cinzento. Bob’s Burger é daqueles programas que dividem o público, considerado desastrosos por alguns, e inovadores por outros, mas independente do gosto, mais uma vez ficamos reféns da audiência norte-americana para dizer se a série vai para frente ou não. De minha parte, espero por muito humor com uma pitada de falta de noção de Bob e seu restaurante.











