Ludov

Talvez um dos obstáculos mais difíceis para uma banda seja a dificuldade de se reinventar. Algumas se arriscam e a experiência resulta em algo desastroso. Não é o caso do Ludov, a banda que nunca se copia. No caso do grupo, as surpresas são sempre agradáveis e surpreendentes. E são essas as impressões ao terminar de escutar Caligrafia, o terceiro álbum da banda, que encanta em suas 19 faixas (sete delas apenas em formato digital).

Em algumas das faixas, a sensação é a de enxergar o sorriso da vocalista Vanessa Krongold, como é o caso de Desatar os Nós, belíssima em sua simplicidade e difícil de parar de escutar. A faixa Reprise talvez seja a que se aproxima mais do Ludov que estamos acostumados.  As influências na música popular aparecem na bela Magnética. Destaque também para a doce melancolia de Antiquário e para Luta Livre, que narra de forma divertida, com ritmo ensandecido, a batalha entre a razão e a emoção dentro de alguém apaixonado.

A banda mostrou com competência que nem todos sofrem da síndrome do terceiro disco. É claro, sempre que há mudanças, tem gente que torce o nariz, mas vale a pena conferir este novo trabalho para tirar as próprias conclusões.

Ludov
(Caligrafia)

01 – Luta Livre
02 – Vinte por Cento
03 – Sob a Neblina da Manhã
04 – Madeira Naval
05 – Mecanismo
06 – Paris, Texas
07 – Reprise
08 – O Seu show É só pra mim
09 – Terrorismo Suicida
10 – Não me Poupe
11 – Magnética
12 – Notre Voyage


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