
O rock não morreu, prova disso são as bandas de responsa da cena independente nacional. Na gringa não é diferente, um sopro de esperança refresca os fãs das guitarras distorcidas. Novas bandas como o Black Spiders e os veteranos de Whitesnake, Iron Maiden e Motörhead não deixam a peteca cair.
Não precisa ouvir muito de The Wörld is Yours para se dar conta de que a banda continua com a mesma pegada. O baterista Mikkey Dee, o guitarra Phil Campbell e o baixista e vocalista Lemmy Lilmister (com seu timbre inconfundível de caminhoneiro rouco) dão uma aula de como construir riffs para ficar na cabeça.
O álbum começa bem com “Born to Lose” e segue com a faixa “I Know How to Die”, canção rápida com riff arrebatador, bem a cara do Motörhead. Phil Campbell senta o braço em licks e arrebenta em um solo bem rock and roll, sem grandes exibições e sem tomar metade da música.
“Get Back In Line” começa com a batera e possui uma das letras mais polêmicas do disco. “Devils In My Hand” é umas das canções que menos empolgam no disco. Depos disso vem “Rock ‘n’ Roll Music” que declara o amor de Lemmy ao rock em um refrão marcante. A sexta faixa do álbum, “Waiting for the Snake” é outro ponto alto. “Brotherhood of Man” é a mais pesada do disco, Lemmy arrisca em um vocal mais sujo, mais grave. “Oulaw” é mais uma canção repleta de referências aos westerns norte-americanos.
“I Know What you Need” e “Bye Bye Bitch Bye Bye” fecham The Wörld is Yours, essa última fala de uma garota sem ser melosa e até com um tom divertido e uma cadência blues rapidinha.






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