
“Dormir tranquilo. Mas tem uma longa história no meio disso” é o que eles respondem quanto questionados sobre o significado do nome da banda: Boddah Diciro. Sob um sol de 40 graus, na maioria das vezes infernal, e cercados por um imenso cerrado que parece não ter fim, o conjunto se destaca em meio a diversas influências do norte e nordeste do Brasil, mostrando que no Tocantins também tem rock.
Carregando a bandeira da capital mais nova do país, Palmas, a banda Boddah Diciro já está percorrendo os trilhos da música independente há seis anos. Formada por Samia (vocal e guitarra), Beto (vocal e guitarra), Daniel (baixo) e Didia (bateria), a banda já possui três EPs, e um CD Strange, gravado no estúdio Rocklab e com produção de Gustavo Vasquez e Luiz Maldonalle.
Há algum tempo, são adeptos a gratuidade de suas músicas via internet. A vocalista afirma que essa postura é comum a todos os integrantes da banda. “Quando você poderia encontrar um disco da Boddah Diciro no Japão? Hoje, mesmo que não sejamos distribuídos por lá, qualquer um com internet pode ter acesso ao nosso trabalho. Na nossa concepção só temos a ganhar com isso. Além disso, pensamos que a cultura deva ser acessível a todos. No independente, vemos que a grande maioria dos materiais tem um preço acessível, mas mesmo assim é difícil comprar uma certa quantidade de discos. Hoje em dia só compra disco de banda independente quem de fato gosta da banda. Vejo isso como um fator muito positivo, pois ninguém mais tem de comprar o álbum inteiro de uma banda, gostando apenas de uma música. É uma coisa bem menos mascarada, e o consumidor acaba tendo mais opções”, comenta.
Entretanto, a banda acredita que essa posição de disponibilizar as canções na internet não significa o fim do material físico. “Mesmo sendo uma grande tendência, pensamos que o download não acaba com o material físico. Este ainda é essencial, mas deve ser muito mais criativo do que era antes”, salienta.
Extremamente engajados no trabalho da própria divulgação, por meio de diversas redes sociais como sites, Twitter, Orkut, Trama Virtual e MySpace, a Boddah é um exemplo de banda que entende os mecanismos de divulgação, produção e circulação alternativa. “Pra cada mídia nós vamos nos adaptando, e isso varia conforme a que mais está sendo usada, ou seja a mais popular do momento. Hoje, a mais usada é o Twitter, até porque o grande lance é você divulgar os links por lá”, afirma a vocalista da banda.
Declarados como grunge alternativo psicodélico, o som da Boddah Diciro é forte e envolvente. O álbum Strange é surpreendente em dois aspectos: Primeiramente, o material impressiona por seu visual estético. Com um encarte totalmente incomum, sendo um livreto, com o total de 26 páginas, com um bolso interno para CD na contra capa, encadernado com parafusos, no qual se pode destacar as folhas e montar um quadro de 70cm x 40cm. Quando se destaca as folhas, ao montá-las forma uma ilustração autoral psicodélica, desenvolvida em torno do conceito do Strange, repleta de referências às músicas do álbum. Ou seja, o encarte vira uma obra de arte literalmente. “O grande diferencial do nosso CD, que ainda não ví por aí, é a questão do encarte formar um quadro. Para nós, pensar em um formato diferenciado para o Strange foi uma forma de fechar um ciclo da banda, algo tão importante quanto as composições do disco”, diz Samia.
Boddah Diciro começa 2011 com música nova
Esse ano promete ser de grandes novidades para os que gostam do som da banda tocantinense Boddah Diciro. Em uma visita recente a Palmas, a capital mais nova do país, tive a oportunidade de ouvir um som novo que eles estão produzindo Angela Dust. Ainda não temos muitos detalhes sobre o lançamento oficial do novo som. Mas, posso garantir que se as outras músicas forem uma pequena porcentagem do que eu ouvi, será o melhor trabalho da Boddah Diciro.
Abaixo vocês conferem um vídeo que a banda disponibilizou na internet esses dias. Sente só!





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