
Várias foram as tentativas de retratar o terror vivido na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, mas talvez, Maus tenha sido a mais criativa entre elas. Spiegelman busca os relatos da lembrança do próprio pai Vladek Spielgman que teve a vida transformada pela implacável perseguição nazista aos judeus.
Na história, o cartunista retrata os nazistas como gatos, os judeus como ratos, os norte-americanos como cachorros e os poloneses como porcos. Em seu retrato minucioso, conta toda a sagacidade de Vladek para sobreviver no meio do caos. No desenrolar do quadrinho, Spielgman mostra como decorreu o processo de criação, narrando os encontros para ouvir os relatos do pai e as dúvidas que o afetaram durante a produção da história.
O protagonista é um jovem recém casado, ranzinza e carregado de preconceitos, que conta com a sorte e com a intuição para se livrar dos alemães e reencontrar a sua esposa. A crueldade dos fatos representados machuca de modo que é impossível ficar indiferente à dor das personagens. O livro hipnotiza, envolve, desperta a curiosidade a cada página, seu humor, apesar de ácido, serve de refresco para apreciar a história onde esperança e medo surgem como um guia no momento de trevas.
Maus nos cinemas?
Por enquanto, parece que não. Quando questionado pela recusa em ceder os direitos do livro para uma adaptação para o cinema, Spielgman disse de forma categórica: “Não entendo porque em nossa cultura ninguém parece acreditar que algo é real, até que seja transformado em filme”, declarou.
Mais Spiegelman
Em À Sombra das Torres Ausentes, Spiegelman que havia matriculado sua filha em uma escola aos pés do World Trade Center, conta a experiência de reencontrar seus filhos enquanto Nova York vivia um dia de caos depois de as torres serem atingidas por aviões.
Seu último trabalho publicado, Seja Um Nariz!, é um mosaico com esboços de desenhos produzidos nos último 40 anos. O resultado é uma compilação repleta de personagens estranhos em uma história sem amarração previsível.
Maus
Art Spiegelman
Cia. das Letras
296 páginas













Essa HQ não apenas criativa e original, mas é tocante, mostra um lado complicado da Segunda Guerra de uma maneira bem bacana e emocionante… boa dica
Sou quadrinista e sem dúvida Maus é uma das minhas principais inspirações… o Spiegelman é o cara