Assassin’s Creed: Brotherhood

São muitos os desafios de filmes e jogos que representam continuações diretas, mas dois requisitos são básicos: todos os elementos do jogo/filme anterior precisam estar presentes, como uma boa trama e personagens cativantes, e precisa ter pelo menos um acontecimento ou fator novo. Felizmente, Assassin’s Creed: Brotherhood possui tudo isso. Apesar de parecer um jogo milimetricamente igual ao seu antecessor, somente o fato de estarmos jogando a continuação de uma historia misteriosa e bem elaborada já nos da um empurrãozinho inicial para se começar a jogar.

A historia de Assassin’s Creed: Brotherhood ocorre logo após os acontecimentos de Assassin’s Creed 2: Desmond retorna mais uma vez as memórias de seus antepassados a fim de procurar pistas ou dicas que o auxiliam a lutar contra a corporação que o persegue no presente. Novamente temos Ezlo lutando contra uma família rica e poderosa da Itália que roubou do corpo de seu tio assassinado a Maçã do Éden, um artefato extremamente poderoso que, em mãos erradas, pode causar muita destruição. A história parece meio clichê, mas os acontecimentos importantes acontecem no mundo real, onde Desmond e sua equipe tentam simultaneamente não serem percebidos pela corporação que os persegue e desvendar os mistérios de antigas ruínas.

A jogabilidade mudou muito pouco, ou seja, se você é como eu e adorava saltar de prédios, correr entre os telhados e assassinar inimigos à distância, que bom; senão, fique longe do jogo! Um fator que torna o jogo mais dinâmico é a presença de discípulos: conforme você ajuda alguns habitantes, estes se tornam assassinos e partem para missões que você designa, ou podem ser chamados para auxiliá-lo numa missão própria. Também, com a presença de territórios inimigos conquistáveis, você não irá parar de jogar até conseguir todos os territórios, reconstruir cada loja, cada ponte e comprar cada grande construção, como o Coliseu. É possível ainda um jogar em modo multiplayer, que se trata de diversas missões e um sistema de evolução de níveis, tornando a jogatina mais competitiva.

Os gráficos estão quase idênticos ao primeiro, contando com a mesma imensidão das cidades do anterior, talvez com o mapa ligeiramente maior. O áudio do jogo continua brilhante: as falas dos personagens continuam excelentes (mesmo sendo difícil de acreditar que já naquela época todos falavam inglês) com o leve sotaque italiano já visto.

Em resumo, Assassin’s Creed:Brotherhood é uma continuação muito parecida com Bioshock 2: não há muitas mudanças significantes, mas a genialidade dos jogos anteriores ainda é garantida. Se você é como eu que, quando adora um jogo, tanto história quanto gameplay, não espera por mais do mesmo, então esta é a escolha perfeita: mantém você preso numa historia cativante ao mesmo tempo em que nos proporciona uma jogatina leve e descontraída. Que venha Assassin’s Creed 3 com respostas para tantas perguntas, e muito provavelmente, mais perguntas sem respostas.


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