O sargento Will Montgomery (Ben Foster) retorna da guerra depois de sofrer ferimentos que causaram danos a sua visão. A vida do soldado se transforma quando ele é nomeado ao cargo de “mensageiro”, pessoa encarregada de notificar as famílias dos soldados que morrem no exercício de sua função. Sob o comando do capitão Tony Stone (Woody Harrelson), o sargento aprende a lidar com a nova missão que se mostra tão estressante quanto o campo de batalha.
“O Mensageiro” marca a estreia na direção de Oren Moverman (famoso por escrever o roteiro de “Não Estou Lá”), que registra as cenas de maneira quase documental, para que possamos acompanhar a difícil tarefa da dupla de uma perspectiva em que fica difícil não se comover. Logo no início, acompanhamos as instruções que o capitão Stone dá ao novato Montgomery e percebemos o peso da tarefa que enfrentam diariamente.
Os diálogos fortes conduzem a trama, e a cada nova notificação, uma reação diferente: gritos, indiferença e até agressividade, como é o caso da cena com o ator Steve Buscemi, uma das mais intensas do filme.
No decorrer da trama, Montgomery e Stone aprendem a conviver um com o outro e a lidar com suas diferenças. Ambos carregam uma história de vida sombria, cheia de dor e culpa. Percebemos que ao voltar da guerra, não foram apenas os ferimentos nos olhos de Montgomery que fizeram com que a visão do soldado ficasse embaçada ao enxergar o mundo. Seu coração parece triste e repleto de angustias.
Nem a pequena história de amor entre Montgomery e a Senhora Peterson (Samantha Morton) dão leveza ao filme. Assistimos aos momentos terríveis, como se pudéssemos dividir a dor com aquelas pessoas que em comum, possuem apenas a dor da perda.












