O Livro de Eli



Em um futuro próximo, uma guerra nuclear destrói a Terra e a esperança encontra-se em um livro que guarda os segredos da humanidade. Equipado com armas letais e amparado pela fé, o andarilho Eli (Denzel Washington) atravessa os Estados Unidos para proteger o último exemplar da Blíblia. Determinado a cumprir a missão de espalhar a palavra sagrada pelo mundo, o homem enfrenta a cobiça e a violência em uma sociedade sem leis.

A qualidade do texto e a beleza das imagens, principalmente nas cenas de ação, fazem do filme um dos lançamentos de 2010 mais interessantes até agora. O projeto já nasce com jeitão de cult, mas, apesar de ser muito bom, não deve sobreviver ao tempo como aconteceu com “Mad Max” e “Blade Runner”.

Logo nas sequências iniciais os tons sombrios dão o clima para à trama. Acompanhamos um mundo triste, sem vida, tomado pelas cinzas e por homens sem escrúpulos. Onde os recursos naturais são escassos e a prática da antropofagia é comum.

Denzel Washington, como de costume, vive um homem determinado a enfrentar qualquer coisa para cumprir com o seu objetivo, característica constante nos personagens que interpretou no cinema. Eli é infalível quando o assunto é pancadaria. Com uma tranquilidade que impressiona, ele trucida os inimigos tomado pela destreza de um samurai. Parece que nada é capaz de detê-lo.

Destaque para a atuação de Gary Oldman no papel de Carnegie, um homem mal e ambicioso que procura pela Blíblia para utilizá-la para ter o controle sobre os poucos sobreviventes do planeta. Líder de uma gangue de saqueadores, ele vive em um vilarejo que remete aos cenários dos filmes de velho oeste.

“O Livro de Eli” marca a volta em grande estilo de Albert e Allen Hughes depois de quase dez anos afastados das telonas. O último longa-metragem dirigido pela dupla foi “Do Inferno”, baseado nos quadrinhos de Alan Moore, com Johnny Depp e Heather Graham no elenco.


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