Invictus

Clint Eastwood mostra que o cinema ultrapassa todas as barreiras, inclusive a do tempo. Com 80 anos quase completos, o ator e diretor mostra em seu novo filme “Invictus” que não perdeu a mão firme na hora de dirigir, e nos conta uma história de amor de um homem por seu país. Assistimos  o momento em que Nelson Mandela (Morgan Freeman) é liberado da prisão.

O começo do filme é simbólico: o carro que leva Mandela passa por uma estrada que separa dois campos, de um lado, um time de jogadores de rugby, em sua maioria brancos, observam em silencio a passagem do automóvel; do outro lado, um grupo de crianças negras que estavam jogando futebol comemoram em festa. A divisão racial perpetuada pelas décadas de apartheid é refletida também na paixão pelo esporte.

Em flashes, vemos Nelson Mandela ser eleito presidente, e receber a difícil missão de construir um país marcado pela divisão. Uma das batalhas do presidente é para reconciliar a minoria branca com a grande maioria negra, e o líder vê no rugby uma forma de conquistar esse objetivo. Ele então dá uma missão ao capitão François Pienaar (Matt Damon): ganhar a Copa Mundial de Rugby de 1995, sediada na África do Sul.

O filme, que é baseado em fatos reais, mostra como um esporte pode se transformar em paixão nacional, e superar as mais profundas diferenças. Vale a pena ver “Invictus”, tanto por sua lição histórica, quanto pelo trabalho do diretor.


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